{"id":2871,"date":"2021-03-22T00:22:20","date_gmt":"2021-03-22T04:22:20","guid":{"rendered":"https:\/\/edye.wpenginepowered.com\/medo-do-escuro-e-dos-monstros\/"},"modified":"2026-08-27T11:02:48","modified_gmt":"2026-08-27T15:02:48","slug":"medo-do-escuro-e-dos-monstros","status":"publish","type":"articulo","link":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/articulos\/medo-do-escuro-e-dos-monstros\/","title":{"rendered":"Medo do escuro e dos monstros"},"content":{"rendered":"<h3><strong>Os medos da inf\u00e2ncia<\/strong><\/h3>\n<p class=\"p2\">Os medos da inf\u00e2ncia fazem parte do processo de aprendizagem pelo qual as crian\u00e7as passam. Apesar de parecerem irracionais e exagerados, s\u00e3o considerados parte do desenvolvimento normal de uma crian\u00e7a, e n\u00e3o indicam, necessariamente, alguma patologia.<\/p>\n<p class=\"p2\">Muitas vezes, os medos aparecem ou se intensificam em momentos em que a crian\u00e7a fica mais independente de seus pais, ou quando ela d\u00e1 um salto not\u00e1vel no crescimento e habilidades. Em geral, este processo de independ\u00eancia come\u00e7a entre os dois e tr\u00eas anos, e \u00e9 quando os medos tendem a aparecer ou ter formas mais definidas. E isso, muitas vezes, coincide com um grande avan\u00e7o no desenvolvimento da imagina\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a! Disso v\u00eam os monstros, as bruxas, e todo tipo de seres imagin\u00e1rios. Os temores mais frequentes s\u00e3o o medo a animais, a colocar a cabe\u00e7a debaixo d&#8217;\u00e1gua, ao escuro, a ficar sozinho etc.<\/p>\n<p class=\"p2\">O medo n\u00e3o \u00e9 um problema. A forma com a qual n\u00f3s adultos reagimos \u00e9 que pode impedir uma crian\u00e7a de progredir. Por exemplo, n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fico: ansiedade excessiva, preocupa\u00e7\u00e3o, nervosismo, estresse, paralisa\u00e7\u00e3o, raiva, frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"p2\"><b>Como reagir diante dos medos da crian\u00e7a?<\/b><\/h3>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">Para ajudar uma crian\u00e7a a lidar com seus medos, \u00e9 importante escutar com aten\u00e7\u00e3o o que a crian\u00e7a tenha para dizer sobre seu medo em particular, e respeitar o que tenha para nos contar sobre isso. N\u00e3o desprez\u00e1-lo, n\u00e3o faz\u00ea-lo sentir-se covarde nem d\u00e9bil, n\u00e3o ridiculariz\u00e1-lo. Coragem n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia de medo, mas sim contar com os recursos e a for\u00e7a interna suficientes para domin\u00e1-lo.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">A crian\u00e7a necessita ser escutada, compreendida e respeitada pelo que sente. Lembre-a de que todos os sentimentos s\u00e3o v\u00e1lidos. Por exemplo, \u00e9 aconselh\u00e1vel comunicar \u00e0 crian\u00e7a <b>que \u00e9 natural ter medo e se preocupar por algumas coisas.<\/b> Podemos assegurar que o que agora pode nos dar muito medo, depois pode ser superado, e que \u00e0 medida que cres\u00e7a vai superar seus medos.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">O adulto pode checar, junto com a crian\u00e7a, debaixo da cama ou dentro do arm\u00e1rio, para ajud\u00e1-la a ver que n\u00e3o h\u00e1 nenhum monstro infiltrado, mas sempre deixando a crian\u00e7a vislumbrar <strong>que n\u00e3o estamos\u00a0assustados\u00a0nem acreditamos que\u00a0h\u00e1\u00a0monstros<\/strong>, mas que estamos dispotos a fazer o que seja necess\u00e1rio para ajud\u00e1-la a se sentir mais tranquila. Definitivamente, n\u00e3o exagerar, mas tampouco minimizar ou ignorar seus temores (porque n\u00e3o v\u00e3o desaparecer somente por ignor\u00e1-los).<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">N\u00e3o nos assustarmos se a crian\u00e7a quiser regredir a estapas mais infantis de seu desenvolvimento. Por exemplo, deixar que volte a pegar sua bonequinha com a qual dormia quando era menor, se isso lhe der seguran\u00e7a; deixar que volte a ser um pouco mais beb\u00ea, se \u00e9 o que necessita; deixar um abajur aceso, se \u00e9 o que ela pede. N\u00e3o se preocupar porque ela est\u00e1 regredidno, j\u00e1 que n\u00e3o vai querer ser um beb\u00ea por muito tempo.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">Muitos medos podem se dissipar quando o adulto d\u00e1 \u00e0 crian\u00e7a explica\u00e7\u00f5es racionais e precisas sobre como funcionam as coisas. Por exemplo, o aspirador, a v\u00e1lvula do vaso sanit\u00e1rio, os monstros que n\u00e3o existem, o vento \u00e9 que faz mover a cortinaa, ningu\u00e9m tem superpoderes, nem para o bem nem para o mal etc. Isso \u00e9 particularmente efetivo com crian\u00e7as maiores, j\u00e1 que o pensamento racional j\u00e1 est\u00e1 mais instalado.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">Considerar que <b>nem sempre as explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas v\u00e3o dissipar o medo. <\/b>Especialmente se a crian\u00e7a \u00e9 menor e n\u00e3o tenha desenvolvido suficientemente o pensamento racional, ou o medo tem uma origem mais profundo do que a que conseguidos elucidar. N\u00e3o se zangue por isso, nem pense que a crian\u00e7a o faz para chatear-nos. Apenas tenha paci\u00eancia e recorde-se a si meso, que isso passar\u00e1 \u00e0 medida que a crian\u00e7a cres\u00e7a.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">N\u00e3o enfrentar a crian\u00e7a \u00e0 for\u00e7a com seu medo, acreditando que assim ficar\u00e1 mais forte ou o superar\u00e1. Exemplos: obrig\u00e1-la a tocar num cachorro ou tranc\u00e1-lo na escurid\u00e3o de seu quarto para que veja que n\u00e3o h\u00e1 nenhum monstro.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">Elogiar a crian\u00e7a por controlar seu medo, por dormir em sua cama, por ser valente apesar de seus medos. Chorar n\u00e3o \u00e9 um problema Ao contr\u00e1rio, poder\u00e1 ajud\u00e1-la a se sentir mais aliviada.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">O adulto pode contar hist\u00f3rias de quando ele mesmo era crian\u00e7a e tinha medos, inclusive cont\u00e1-las de maneira divertida para que ambos possam rir. As crian\u00e7as amam as hist\u00f3rias que mam\u00e3e\/papai contam de quando eles mesmos eram crian\u00e7as, especialmente quando s\u00e3o relatadas do ponto de vista infantil. Por exemplo \u201cEu pensava que um monstro iria entrar pela minha janela&#8230; e olha que eu vivia no d\u00e9cimo quarto andar!&#8221;. Rir juntos sobre essas hist\u00f3rias \u00e9 ben\u00e9fico.<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">Promover brincadeiras que lhe permitam sentirem-se fortes. Brincar com as situa\u00e7\u00f5es das quais tem medo, para que a crian\u00e7a possa sentir certo dom\u00ednio sobre elas. Por exemplo, brincar de acender e apagar a luz se a crian\u00e7a tem medo do escuro, brincar de que a crian\u00e7a \u00e9 o monstro e o adulto \u00e9 que tem medo dele e tem que escapar; atuar como se f\u00f4ssemos um monstro atrapalhado, que cai constantemente e tudo que faz n\u00e3o d\u00e1 certo. Novamente, se trata de<b> provocar riso.<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"ul1\">\n<li class=\"li4\">Contar hist\u00f3rias ou ler livros sobre situa\u00e7\u00f5es temidas que se resolvem.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"p2\">Se os medos se tornam muito intensos, duram muito tempo ou restringem a crian\u00e7a de realizar atividades cotidianas, pode ser necess\u00e1rio consultar um profissional.<\/p>\n<p class=\"p2\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os medos da inf\u00e2ncia Os medos da inf\u00e2ncia fazem parte do processo de aprendizagem pelo qual as crian\u00e7as passam. Apesar de parecerem irracionais e exagerados, s\u00e3o considerados parte do desenvolvimento&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":2872,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[112],"class_list":["post-2871","articulo","type-articulo","status-publish","has-post-thumbnail","category-aprendendo-a-viver-em-sociedade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/articulos\/2871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/articulos"}],"about":[{"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/articulo"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/articulos\/2871\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/edye.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}